segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vou, sim, senhora, e depressinha...


Vanessa Fernandes versus Ema Snowsill ou aquele abraço no final ou o que os Jogos Olímpicos têm de melhor.

Ainda não consegui a foto perfeita, mas este spot é perfeito! Obrigada, Berê!
http://ocantardospirililampos.blogspot.com/

A ver o tempo passar

Há dias assim. Há dias em que os neurónios tiram férias e sinto-lhes o peso derramado pelo meu corpo abaixo. Nestes dias não consigo articular um pensamento decente, uma ideia que seja sobre os trabalhos que se avolumam na secretária.

Nestes dias é melhor esquecer e sentir apenas. Abraçar com força e sorrir, adormecer no sofá, comer duas fatias enormes de chiffon de chocolate, mergulhar cinco metros de profundidade de água gelada, até sentir o corpo ficar sem ar e a vida tremer, fazer uma sopa de legumes entre um queijo fresco e um copo de vinho, e perder-me nuns olhos doces.

Hoje, agora mesmo, abano a cabeça, ainda entorpecida num dolce far niente.
Acorda, menina.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008



Será que o iate que cruzava o Mediterrâneo em 1712, avistado pela Loureto, onde viajava o marquês de Fontes, era assim?

http://yachts.monacoeye.com/yachtsbysize/pages/maltesefalcon01.html

Decisões

Hoje recebi um bom conselho: não tomes grandes decisões em momentos de raiva, de rancor e de ódio.

Concordo. Estados extremos não favorecem decisões acertadas. Assim, acrescento: não tomes decisões em momentos de grande euforia... tenho-me ficado por ir à loja mais próxima e comprar uma roupita; ainda não dei conta que fizesse mal a ninguém por isso, nem modificou em muito os meus dias... e saí bem mais gira à rua. O que na "terrinha" faz sempre um grande efeito...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Santa terrinha

Há agora um spot que fala do "ir à terra", "ao mercado", ou qualquer coisa assim.

Dou comigo a sorrir. Do meu canto do mundo adoro ver os parolos da cidade chegarem "à terra". Preferia era que fizessem menos barulho... é que eu não estou de férias e preciso de trabalhar, mesmo.

Estou a ficar uma snob dum raio... :)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sweet things




Até que enfim que o rosmaninho
é uma flor.
Alexandre O'Neill

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Work in progress

As ruínas serão para sempre destroços condenados pelo tempo a perderem-se na memória.

Contudo, por entre as pedras amontoadas a esmo, vejo plantas que renascem, procurando as sombras, enredando-se nos troncos antigos.

As minhas ruínas transformam-se, ganham novos contornos, acendem-se na boca da noite. Subitamente tornam-se o lugar mais perfeito do mundo, o da minha história.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sunshine reggae

Quase um mês sem escrever. Tempo de mais sem escrita, eu sei. Mas foi o tempo necessário para acertar pontos e iniciar nova etapa. Não volto com muitas horas livres, é verdade. Mas volto com vontade de estar bem. Para quê pedir mais?

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Nos dias de trovoada


Não permitirá que resvale o meu pé
O meu guardião não dorme.

Não dorme nem repousa
O guardião de Israel.
Não dorme nem repousa
O meu guardião.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Just by me...



Porque a beleza ensina aos meus dias a forma distinta de cada amanhecer.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O retrato de Europa

Tens mesmo ar de raptada, não tem??? É uma das interpretações que mais gosto: o touro níveo e feliz, de olhos bovinos apaixonados e rabo ondulante, e a donzela clássica de férias, apanhando sol pela manhã, nas praias do Mediterrâneo. Quem terá tirado a foto? Cupido?


O rapto de Europa
, Matisse

terça-feira, 10 de junho de 2008

O rapto de Europa




Não escrevo, mas vou vendo.
Otro rapto de Europa, 2004
Alfredo Sosabravo (Cuba, 1930)

hoje... não quero saber de nada, amanhã logo se vê...

Ando num estado de perplexidade. E assim não consigo escrever.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ser feliz, Génio, as três vezes

Foi a Isabel que me enviou agorinha mesmo este texto da autoria de João Pereira Coutinho.


"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!”


Não concordo com tudo. Primeira observação: o "antes", em que tudo dependia do ponto de partida, alimentou uma estratificação social absolutamente injusta e preconceituosa; "quando a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar" não representa um tempo ideal, longe disso. Assim, apesar de a "meritocracia" poder gerar "uma insatisfação insaciável", sempre será melhor do que a alternativa anterior. O percurso marcará a diferença.
Segunda observação: não há pau sem dois bicos. Tenho ouvido conversas de mãezinhas sobre as geniais faculdades de seus filhos, sobre as expectativas em que se auto-projectam e revivem, que me deixam muitas dúvidas. E conheço alguns casos em que a pressão sobre os miúdos foi tanta que deu muito mau resultado. A excelência, como muitos pais se esquecem, resulta de um conjunto vasto de capacidades, onde merece lugar de destaque o saber tomar opções, o respeito, a lucidez, o saber viver com os erros e as imperfeições.
São apenas reflexões que me ocorrem assim de repente. É óbvio que esta conversa não está esgotada.

domingo, 1 de junho de 2008

Nikita

Só depois de tomar café, quando a D. Fernanda trouxe chupa-chupas para os meninos, me lembrei que era o Dia da Criança. Para quem acordou às sete da manhã a pensar que era segunda-feira, ser domingo já era bom o suficiente. O dia foi melhorando significativamente!


Mas foi o teu riso, leve como os pardalitos que me pousam no pátio, Nikita, que me encheu o dia. Fazes a minha vida mais feliz. Será que algum dia vais saber disso?