terça-feira, 29 de junho de 2010

Pictura

Levantas o braço mas prendes o gesto. A pétala caída continua sem cor no colo da pastora. O olhar inclinado, as mãos no colo, o morrer de amor nos lábios entreabertos.
Cor de chá, sugeri.
Sorriste maliciosamente e retomaste o pincel de rosa intenso que soltaria o perfume e o desejo. 
De pastora a cortesã...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Horas

Não sei que faço das minhas horas. Acho que devia mesmo ter ido à piscina e sentir água, muita água, à minha volta. Talvez afogar-me um bocadinho. Poderia ser uma forma interessante de fazer reset.
Mas estou com  o pêlo tão sequinho...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Livros

Tenho livros à minha volta, fechados em armários de rede miúda. Remontam a séculos passados e... gosto deles. A verdade é que este lugar me é particularmente querido, mesmo quando não consigo trabalhar nas minhas coisas como devia.
Hoje apetece-me apanhar sol e lamber o orgulho ferido.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Retomar o tempo

Serei capaz? Capaz de retomar escritas que tanta falta me fazem?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Wallflower

De repente as pétalas do girassol caíram. E depois as sementes. E depois o caule vergou e pendeu sobre a terra. Um a um vão desistindo os girassóis.

Deambulo com o regador de lata na mão com água fresca e inútil.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A queda do gato-anjo

Há dias, horas, momentos (nem sempre a duração faz sentido...) que cristalizo e deixo suspensos. Volto lá de quando em quando, procurando equilíbrio ou aventura, dependendo do estado de espírito. Mas tento não ficar lá muito tempo. São vislumbres do passado ou do futuro, que foram ou que podiam vir a ser, mas sem substância presente, insustentáveis no quotidiano.

Ontem caí de um dos meus mais belos cristais. Foi uma queda feia. Fiquei estatelada nas pedras da calçada e não me levantei durante algum tempo, atordoada. Depois, devagar, segui caminho. Com um sorriso satisfeito, lambi as manchas e alisei o pêlo, sacudi os bigodes brancos e ergui o rabo dourado e ponta branca para ver do vento. Olhei para o alto, a memória ainda brilhava... fica aí, eu volto. Palavra de anjo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Rafael

Juro que quando me lembro dele lhe chamo Rafael! Esguio, como um junco, olhos claros como água. Líquido.
Hummm.

Não aguento outros

Gosto muito de estar sozinha. Às vezes esqueço-me porquê e depois lembro-me da pior maneira.
Burra que nem um testo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sangue frio

Não sou mulher de grandes opções.

Até porque descobri que é preciso ter sangue de barata e conviver, just by side, com situações que não são minhas, nem queria, nem pensava delas. Mas, já agora, vamos lá a ver.

Mas não deixes o sangue ficar quente e virar "ciranda". Essa seria morte certa. Tu não és gata, e já morreste vezes suficientes.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fraca metáfora

Por que hei-de limitar-me ao branco se as paredes também podem ser de outras cores?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gente doida

A minha noite. Parece que estou dentro da máquina de lavar roupa da vizinha de cima. O vizinho debaixo está a pendurar alguma coisa e a tentar martelar discretamente (impossibilidade...). A vizinha do lado chegou, ouvi os saltos em cada degrau e estoirou com as portas, a do prédio e a do apartamento. Só falta chegar não sei que vizinho, com a música aos berros, para estacionar o carro na garagem.


Vou-me mudar para o Jardim Botânico. De lá vê-se o rio e o silêncio.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Força

Há impressões de mim que nunca tive, mas que vou percebendo. Nunca pensei que pudesse ter uma personalidade forte ou pudesse sequer assustar alguém com a minha força.

Dez anos de crescimento algum efeito devem ter tido.

Fim

Yeah!!!!!