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terça-feira, 13 de julho de 2010

Te amaré mejor

Jamás te robaré una madrugada, no quiero nada más de ti que vayas y que vuelvas, y que quieras. Que no seré el ladrón de tus mañanas, no quiero nada más de ti que duermas y a mi lado despiertes si quieres. Libertad, te quiero en libertad. Como nos conocimos recordar. Y olvidar la muerte y la soledad. Los celos son mentira y yo verdad. No recuerdo pasado antes de ti... Té amaré mejor porque mucho y demasiado es un error. Y si no mirame llorando como un niño contradiciendome, preguntandome con quién estaras si vas o no a volver. Y durmiendome a solas contigo. Jamás te robaré una madrugada, yo no seré el ladrón tus mañanas. Jamás te robaré más madrugadas, yo no seré el ladrón de tus mañanas.
 
Tonxtu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Onde o tempo parou

... eu não parei de ser eu.

terça-feira, 6 de julho de 2010

The Lady

Este calor tira-me a vontade de trabalhar. Fui à varanda (já são quase 22h) e voltei para dentro, aflita com o calor que ainda está lá fora. Mas pior é esperar e ir perdendo a esperança. Just like the lady of Shallot.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Gosto de ti

Quando queremos estar bem, então, estamos bem, apesar da temperatura e da dor de cabeça. E lá fui para a biblioteca. E lá fui às compras. E lá me enfiei na piscina, num mergulho só.

Mas o Jaime também queria estar bem. Também quero piscina! Fofinho, passaste aqui a tarde toda, deixa-me nadar em paz... Também quero pão com chouriça! Abençoado, eu também, que a manteiga derreteu. Quero ir contigo para tua casa! Não queres nada... Quero! Ok. Calça-te e veste-te.

E veio. E sentou-se à mesa da cozinha, enquanto eu cozinhava e bebia uma cerveja, com as suas batatas fritas e uma caneca de água. Toalha linda na mesa, pratos brancos e guardanapos vermelhos, que ele ajudou a pôr. Ementa: salada de tomate, revueltos com feijão verde, tudo do quintal do avô, presunto ligeiramente tostado com um quadradinho de feta. Não gosto disto amarelo! Gostas, pois, experimenta. Não gosto disto branco! Sim, é possível que não, dá cá que eu como. Não gosto de tomate... se comeres os ovos eu como o teu tomate. Gosto muito de presunto! Pois, querido, já percebi. Quero da tua cerveja! Queres o quê? Bebe aguinha, bebe. Quero ir à casa de banho! Depois de comeres tudo. Estou apertadinho! Ok... Vai comigo! Está bem, meu amor.

E agora? Queres pêssego? Não. Não? Mas comeu metade, aos gomos. E acabou as batatas fritas e comeu dois quadrados de chocolate, sentado ao meu lado, enquanto eu lavava a louça e arrumava a cozinha. Regámos as laranjeiras, as roseiras, a figueira e as hortênsias do quintal, e os vasos e a relva do pátio.

Não se calou um minuto que fosse, perguntou tudo o que lhe apeteceu, não quis ver notícias... nem bonecos... e, no fim, disse obrigado, gostei muito. Vamos à minha mamã? Vamos, meu querido, que daqui a bocadinho desabo no sofá.

O Jaime, meu afilhado, só faz quatro anos em Novembro. Hoje, foi a minha melhor companhia. Fez-me sorrir, falar com doçura, preparar um bom jantar e anoitecer o dia mais quente do ano com o coração derretido com tanto amor.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O email mais importante do meu outlook

Recebi-o hoje. É da minha mãe.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


O amor é excessivo. Não tem nada de moderação, de equilíbrio, nada.

É por isso que amamos alguém, que amamos as pessoas que nos rodeiam, que nos rodeamos de coisas de que gostamos, que temos animais de estimação de que cuidamos.

É para projectar esse excesso e torná-lo a mais bela coisa útil. Ficar fechado no amor que somos capazes de gerar mata-nos, afoga-nos. Como a minha buganvília dourada que plantei no antigo vaso de barro da minha avó e que apodreceu, afogada na água com que abundantemente a reguei e lhe choveu e que não tinha por onde escoar.

Amemos, pois. Nem que seja pela sanidade mental. De qualquer forma, nesta altura da vida, mais vale sofrer alguma coisa que se veja do que rastejar pelos muros à procura de uma segurança saloia. Nem acredito que escrevi isto...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sadness

Fala-me da tristeza.

Quando a sala fica vazia e o palco se recolhe à solidão, desaparecida a turbulência do corpo e da voz, é tristeza que eu quero que murmures na minha pele.

Espera um pouco, meu amor. Eu já não demoro no sorriso e no beijo. Agora preciso de estar quieta, silenciosa, fechada, deixando que o presente se afaste devagarinho das memórias em que queria diluir-se.

segunda-feira, 31 de março de 2008

I exist as I am, that is enough


Não suporto fronteiras quando amo, porque não amo nunca uma realidade apenas, e querer fechar-me num círculo, por amor que seja, é sufocar o que nasceu para ser livre e intenso.



Walt Whitman, Song of myself.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Vida


Amá-lo ainda é um desperdício tão grande que até eu dou conta disso.
Por isso beijo-te com raiva. Porque tu és o outono e as minhas árvores estão todas em flor e cheiram a memórias de dias felizes.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Contraditório... mas era de esperar outra coisa?

Estive a pensar que o amor por alguém pode ser um eixo estrutural, aglutinador, e que a ausência desse princípio pode ser motivo de dispersão sem sentido. Quando amamos sabemos onde pertencemos, queremos estar onde estamos ou não queremos.
Sem esse motivo, parece que tanto faz, e voamos ao sabor da doçura das palavras, de uns olhos mais atentos e de umas mãos mais ternas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Parabéns

Porque continuas a ser o melhor homem do mundo, os meus parabéns, querido mano.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Por causa da Vague

A vague fez-me pensar no "amor", tentando defini-lo, de alguma forma.

Curiosamente fico surpreendida com o modo como o meu entendimento do amor foi mudando, tornando-se cada vez mais essencial, mais despojado. Por causa disso, foi esta a única formulação que me veio à cabeça e pode parecer disparatada. Para mim, contudo, é verdade.
Assim: talvez seja amor, ou perto disso, se quando estou contigo não acho que esteja a perder tempo.

A definição (a percepção, o que quiserem chamar-lhe...) vale o que vale.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Triste fim, o do amor

Falamos de amor, fazemos amor, dizemos "olá, meu amor", e tudo isso me traz uma imensa melancolia. O amor é triste.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Por causa do Picasso de la Marée Haute


Quando acordava, enroscava-me a ti, beijava-te o pescoço e os cabelos. Voltava a adormecer e amava-te ainda mais.

sábado, 10 de novembro de 2007

Interlude, by Morrissey and Siouxie

Who knows if it's real, or just something we're both dreaming of. What seems like an interlude now, could be the beginning of love.

Não foi, pois não? Agora sei.

http://www.youtube.com/watch?v=yjUKAETwDKg

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Adagietto

Música de fundo, que não consegue ser, para hoje: sinfonia nº 5, Gustav Mahler.

A beleza silencia-me. Fecho os olhos e prendo as mãos. O outono passa, ferozmente vivido. Cheira-me a figos e a maçãs, sabe-me a avelãs, a nozes, a uvas deixadas na videira tingida de vermelho. Enrosco-me no teu braço, enquanto conduzes por caminhos não premeditados, e vais roubando o perfume dos meus pulsos, beijo a beijo. Deixo-te a mão solta pelo meu colo, suspensa dos meus gestos, à espera.

Sabes-me a outono, e eu ainda queria o verão.