sábado, 13 de dezembro de 2008

Não tenho escrito.

Tenho estado terrivelmente ocupada.
Estas semanas antes do Natal comovem-me sempre, e estrafego-me entre a alegria e a melancolia.

Sempre que penso escrever só me vêm à cabeça as notícias de política e economia que vou ouvindo. Será que o conceito de competência e rigor passou de moda? É só para quem paga impostos de forma competente e rigorosa?

Não era nada nisto que eu queria escrever, mas só me apetece dizer asneiras.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Joaninha

A Joaninha já tem quatro dias e é uma bébé patusca e bem disposta. De bem com a vida.
Também eu estaria... quentinha, colinho, soninho, leitinho (bem... essa parte, não, prefiro alguma coisa mais substancial...)

domingo, 30 de novembro de 2008

Onde vivo eu???




Deixei de conhecer os lugares por onde passo. A luz ganhou uma cor que eu não conheço, difusa e brilhante, gelada.

Não me lembro de ter visto, nem nos fins de novembro nem em mais dia nenhum, tanta neve.

Obrigada pela fotografia, J.

sábado, 29 de novembro de 2008

Tanto

A Joaninha nasceu, há poucos minutos. E o meu dia, que já estava tão bom, explodiu com tanto amor.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Arellano

Tenho frio, sobretudo nas mãos. Haverá algum portátil com um sistema de aquecimento incorporado? Ou um rato quentinho?

E apetecem-me flores. Estas, de Juan de Arellano (1614-1676, Madrid).


quinta-feira, 27 de novembro de 2008


Saí da universidade, já noite, e entrei no carro. Ajeitei o banco, escolhi um cd, abri a caixa das bolachas de manteiga, a garrafa da água e uma maçã, e preparei-me para regressar a casa.

Uma hora de viagem. Sozinha, sem ter de contar como foi o meu dia, sem ter de ouvir contar como foi o dia, uma paz, um sossego. Tive tempo de pensar no que queria, no que precisava, no que me apetecia: delinear um artigo e uma conferência, pensar num jantar simpático e numa lareira acesa, e numa visita à exposição sobre o barroco lá no "cu de judas".

A minha vida tem melhorado muito... :) Estou tão agradecida que até era capaz de ser simpática.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

S. J.

Há coisas que eu gosto, há coisas que me ajudam, há coisas que me dão paz e serenidade.

http://www.jesuit.org.uk/jmi/

Sabe bem reencontrá-los no século XXI.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Já não a via há dois meses.

- Então como vão as coisas pela escola?
- Mal. Nunca me senti tão humilhada na minha vida.

Pois.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O email mais importante do meu outlook

Recebi-o hoje. É da minha mãe.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Corpos e almas

Primeiro, os factos:

Perfections, de W. Whitman
Only themselves understand themselves and the like of themselves,
As souls only understand souls.


e

Arte de Amar, de M. Bandeira

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.



Depois, a minha conclusão: parece que dizem coisas diferentes, mas não, é mentira, falam do mesmo. Mas eu acho que nem corpos nem almas se entendem. É nas falhas, interstícios improváveis, e nas rupturas momentâneas da perfeição orgulhosa dos "eus", na verdade das quedas e das feridas que o encontro acontece.
Mas se quiseres estragar tudo, podes dar-lhe imediatamente foros de eternidade...

Leaves of Grass

Tenho na mão Leaves of Grass, para oferecer. E não consigo escrever uma dedicatória que console simultaneamente a minha alma e a alma de quem vai receber.

A minha alma não sabe a verdade do que quer escrever e não sabe da vontade da alma que vai ler...
Razão tinha o meu querido Bandeira: deixa que os corpos se entendam...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama


É curioso que ainda não tenha escrito sobre a vitória de Obama. Tive imensas discussões sobre a campanha eleitoral americana enquanto estive nos Estados Unidos. Em New York encontrei a mesma vontade de mudança, a cada esquina da Big Apple. Em Massachusets encontrei apoio apenas nos mais novos. Quem me conhece sabe que não sou de grandes discussões, muito menos em inglês... exalto-me quando as palavras não me vêm à boca e pareço um peixe de boca aberta. Mas ouço bem... graças a Deus. E ouvi muito, de um lado e de outro. Continuei com Obama.


Só ontem ouvi o discurso da vitória e apenas partes. Remeto para o site do Público, onde podem encontrar a tradução para português. E ganho vontade para publicar a fotografia da bandeira americana, tirada a caminho de State Island, publicação que me parecia muito improvável até há bem pouco tempo. Continuo com dúvidas em relação aos Estados Unidos e às suas políticas, mas quero acreditar que Obama possa ser diferente.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Dia 7 de Outubro

Dias cheios e completamente novaiorquinos, desde a manhã no Central Park à Guinness em Greenwich Village...













sábado, 25 de outubro de 2008

Parabéns a mim...

Esqueci-me, com mil demónios...do primeiro ano deste blogue... no dia 16 deste mês...
Onde é que eu estava?

Ainda no dia 6...

The Graduate Center e a surpresa de ver Machado de Assis.
E tantas outras, cheias de cor, cheiro, sabores.



Foi um dia... estranho.