quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Gente doida

A minha noite. Parece que estou dentro da máquina de lavar roupa da vizinha de cima. O vizinho debaixo está a pendurar alguma coisa e a tentar martelar discretamente (impossibilidade...). A vizinha do lado chegou, ouvi os saltos em cada degrau e estoirou com as portas, a do prédio e a do apartamento. Só falta chegar não sei que vizinho, com a música aos berros, para estacionar o carro na garagem.


Vou-me mudar para o Jardim Botânico. De lá vê-se o rio e o silêncio.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Força

Há impressões de mim que nunca tive, mas que vou percebendo. Nunca pensei que pudesse ter uma personalidade forte ou pudesse sequer assustar alguém com a minha força.

Dez anos de crescimento algum efeito devem ter tido.

Fim

Yeah!!!!!

Gosto de ser assim, sem sentido

É difícil ser de outra maneira. Mas ainda bem que não perdi a capacidade de acreditar em qualquer coisa, mesmo que inútil, mesmo que efémera, mesmo sei lá o quê.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Não...

Não saí de casa o dia inteiro... será possível que tenha ficado pior da constipação ao sair da sala quentinha para a cozinha???

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Era uma vez um blogue...

Ia sendo um quarto blogue, isso ia. Na mudança de conta acabei por perder informações e algumas entradas. Paciência. Para grandes ataques, grandes remédios. Casa roubada, trancas na porta.
Agora tento não deixar rastos, fechar todas as sessões, sejam do que for, mudar password com alguma frequência, etc.E apetece-me voltar a escrever cartas, mesmo. Vou começar com os cartões de Boas Festas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Flores de outono

Da minha sala, a dos dias de semana, vejo eucaliptos. Estão em flor. Flores brancas.
Nunca tinha reparado nos eucaliptos em flor.
Também não sei que estou aqui ainda a fazer a esta hora. Nem eu nem ela, a hora. Há muito tempo que as horas deixaram de querer saber de mim e correm à vontade delas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Para ti

Às vezes é mesmo preciso um empurrão para escrever. Um bom empurrão. E uma ligação à net em condições também ajudava.
Mas antes... preciso de um canalizador, aquele que disse que vinha cá há uma semana atrás. Devem ser todos da mesma família. A cor dos canos do apartamento varia entre o branco e o azul claro. Não deve ser normal. Se fosse não tinha água no chão ao pé do lavatório.
Já perceberam por que não tenho escrito? Só coisas que me angustiam.

sábado, 31 de outubro de 2009

Dormir

Dizia-me a Rosa, prima e vizinha: apetece-me dormir, infinitamente.
Às vezes também me apetecem coisas semelhantes. Não me apetece pensar, infinitamente. Mói-me e dói-me o espírito de tão devairadas coisas que o habitam. Amanhã queria ser alface, depois batata, depois água, depois gata, depois eu, apenas um dia, e depois ser feijão-verde, depois sumo de laranja, depois galinha, depois eu, apenas um dia... por que não posso viver e pensar mais devagar?
Por que é que o absurdo faz cada vez mais sentido?

sábado, 24 de outubro de 2009

Inquietação

Eu só queria ter dois dias iguais... nem pedia mais do que isso. Pode ser que para a semana isso aconteça.

domingo, 18 de outubro de 2009

Chegou o frio, esse estafermo

Ontem enchi a botija de água mais ou menos quente e hoje liguei o aquecedor para os pés e embrulhei-me na manta. Tardou, o frio, mas veio. Já agora que chova para eu deixar de regar as plantas... e aquela barragem da Aguieira está tão vazia que faz impressão.
Este blogue está a entrar num registo minimalista absolutamente deplorável.

Absurdos

São 16h e em vez de dormir a sesta liguei a televisão e já me ri a sério com a história da rapariga que tem um novo namorado que é o Cristo Rei que não cabe no elevador. E aquele doido a mandar trabalhar dos outros em tdoas as línguas possíveis.
N'Os Contemporâneos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ainda sabe a verão. Que bom!
E quem me dera deixar a minha vida em suspenso por uns dias como tenho feito com este blogue.
Até logo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outono dourado

Cheguei a Varsóvia ontem à noite, com tempo seco e boa companhia. O hotel é dos que eu gosto, sem demasiados luxos e com uma ponta de anos 70 bem remodelada e aconchegada. Depois do frio de há dois anos, esta luz e o calor do sol, os canteiros cheios de sardinheiras em flor, as esplanadas e as camisolas de manga curta, dão-me uma nova alma da cidade.
Quanto ao congresso, vai ser bom. Mas como diz o meu querido Iván, galego, isto é uma desgraça, vou ter de falar espanhol... Ri-me e perguntei numa cumplicidade terrorista, quoque tu? Pelo menos falarei com o pior sotaque castelhano que alguma vez ouviram na vida. Para se lembrarem que Madrid não é a capital da Península e que as línguas oficiais de um congresso sobre barroco ibero-americano têm de ser pelos menos duas e não são definitivamente o espanhol e o inglês.
Curiosamente, os homens estão mais bonitos, mais bem arranjados, com cabelos menos rapados...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mudanças

Acordei com a chuva durante a noite e já não consegui dormir mais até às seis da manhã. Resolvi ver do meu cartão de saúde e fotografias de passe e acabei a arrumar cartões de visitar e a rasgar talões do multibanco. Guardo-os todos religiosamente, podem ser precisos... mas depois deito tudo fora sem conferir um que seja.
Dormi até às sete e quase esmurrei o despertador na parede. Chuva, frio... e uma ida relâmpago a Coimbra. Para um dia de mudança, de assinatura de contrato, não me pareceu nada "auspicioso". Quando cheguei à universidade, quase duas horas depois, com os olhos a doer e depois de dois ou três acidentes a empatarem o trânsito todo, só me animava o facto de poder voltar passada uma hora. E assim foi. As meninas foram simpáticas e prestáveis, mas ainda não assimilo bem a minha nova etiqueta: investigadora doutorada.
Quando descia para a Sé Velha, encontrei a Irmã Fernanda, que já não via há quase dois anos! E naquele abraço tive a certeza de que tudo haveria de correr bem.