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terça-feira, 28 de julho de 2009

De ciranda


O Luís Miguel chamou-me "horaciana" quando lhe contei que tinha de regar a horta do meu pai. Este ano está mais pequena mas tem alho francês, feijão-verde, corgetes, couves, repolhos, tomates, pimentos, pimentos de Padrón, abóboras, espinafres... e girassóis. Acho que não deixei nada de fora. Gosto imenso daquela horta.

Mas, horaciana???
Habibi, uma horaciana não teria nadado meia-hora na piscina, não teria passado vinte minutos ao sol, deitada na relva, e regado a horta de bikini. Vou-te explicar isso quando almoçarmos. Ou chamaste-me horaciana por causa daquela coisa do exegi monumentum aere perenius? Hummm???


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Artes de diplomacia


1 de Junho de 1657

Carta de Francisco de Sousa Coutinho, embaixador em Roma, ao secretario Pedro Vieira da Silva. Pelos motivos que allega, reputa-o seu inimigo, e quer que como tal o considere tambem. Para tudo o que diz tem provas na sua mão, sufficientes para seu descredito. Pode ir afiando as armas para quando elle embaixador regressar a Portugal; se até aqui teem luctado com a penna, chegarão a arcar, e quem melhor oração souber melhor a diga.

Ora esta! Maus fígados...

terça-feira, 20 de maio de 2008

Revisitação

A leitura contínua e repetida do Memorial do Convento a que me tenho submetido no último mês tem-me feito pensar muito.

Estou a ver D. João V esparramado na alcatifa a montar as peças da basílica de S. Pedro com ideias a nascerem-lhe em catadupa. Por acaso conheço o processo. Eu própria gosto de puzzles e tenho sempre um bloco de apontamentos ao lado para registar as melhores. Adiante. Estou então a ver D. João V a pôr peças em cima de peças, ou mandar os criados fazê-lo, se também mandou meio reino para Mafra... ou, mais tarde, a ver os filhotes de D. Maria Ana Josefa, com cara de percevejo, os filhos, não a rainha, coitada, que praticamente pariu também um mosteiro, a entreteter a corte empoada, dourada e pintada de carmesim.
Era um rei fadado para ser arquitecto, o nosso D. João V. Se não fosse Ludovice teríamos outra basílica de S. Pedro em Mafra, uma maravilha de fazer inveja ao Papa. Aquilo é que foi fazer frades, que de treze para trezentos é muita vocação mendicante arregimentada. Era um rei com sentido de estado. Era um rei que era o estado, ponto final. Para onde iam o ouro, as pedras preciosas, os diamantes, de Cerro Frio, da Bahia, de Minas? A culpa foi de quem não perguntou. Pelo menos não se fala nisso. Fala-se em autos de fé, mas não de perguntas incómodas ao rei que tinha o rei na barriga.
D. João V, aos vinte e dois anos, brincava com legos, e prometia conventos para ter filhos, para não morrer de doença, porque lhe apetecia.

Por favor, há sempre uma razão para tudo; revistem a casa do Sr. Engenheiro José Sócrates. Pode ser que encontrem um compartimento com pistas de carros e carris de comboio, com pontes e túneis, árvores, rios, ovelhas, casas, com todas aquelas coisas com que os meus sobrinhos gostam de brincar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Chuva



Chuva furiosa.
Tão furiosa que me apetece uma caneca de chá e uma lareira acesa. E um beijo, dois beijos... da mi basia mille, deinde centum, dein mille altera, dein secunda centum, deinde usque altera mille, deinde centum, dein, cum multa milia fecerimus, conturbabimus illa, ne sciamus aut ne quis malus invidere possit (Cat. car. 5).


Até três de Junho do ano passado havia um blogue todinho em latim... e demorei dois segundos a encontrar o poema... às vezes o google assusta-me.


Ok, fui ver melhor o tal magno clamore... só teve três entradas. Percebe-se. Eu própria também ficaria derreada com o esforço. :)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Com a tasca do Zé foi o mesmo

No Fidel gosto das barbas de Matusalém.
E expliquem-me isto: vai-se o Fidel e indica o irmão para o substituir...